quarta-feira, 9 de maio de 2012

Como uma onda

Não vou começar o post explicando sobre a minha vida nos últimos 3 anos... Eu fui. E voltei. E fui de novo, e repeti esse processo tantas vezes que chega uma hora que a gente fica até na dúvida se está indo ou vindo. O mais engraçado é que isso não me incomoda, mas aparentemente incomoda os outros. E o fato dos outros se incomodarem faz com que eu me incomode também. Não com o ir e vir, mas sim com o incômodo alheio causado, inadvertidamente, por mim.

As vezes fico pensando que eu devia ser mais constante. Mais focada. Ter aquela profissão que me realiza, aquele hobby que me faz feliz, aquela rotina diária que me dá segurança. Tenho inveja daquelas pessoas que sabem desde os 6 anos de idade o que querem ser quando crescerem. O caminho pra elas é tão claro... Pode ter obstáculos, pequenos, grandes, mas todos serão ultrapassados, porque se tem a certeza de que aquele é o rumo correto.

Eu até hoje não sei o que vou ser quando crescer. Não sei o que faço aqui. Não sei se caso ou compro a proverbial bicicleta, se vou ou se fico. E sempre achei que eu deveria saber, que chega uma idade que a gente tem que ter base, estrutura, firmeza. Fica aquela sensação de que o tempo está passando e que, se a gente não se decidir logo, se não escolher uma estrada, a gente vai ficar pra trás. Vai perder. Chegar por último nessa corrida que a gente nem percebe que está participando.

Aí eu paro, respiro fundo, e lembro do mar... E paro de correr, e me deixo levar.